Quero ser livre

Estou para aqui perdido em sentimentos que me  prendem a um ser que eu simplesmente abomino, que simplesmente nao quero ser... Simplesmente nao quero ver estampado na minha alma!

Quero ser eu, ver-me livre disto que me persegue como se Trata-se de uma caça as bruxas e eu fosse a unica bruxa à face da terra. Isto a que se pode chamar "problemas", problemas que nao posso atribuir culpas, depositar em alguem... Em nenhum momento estou livre para o fazer!

Sinto-me completamente preso nestas amarradas em que nao cresço, nao existo, nao reconehço nada nem ninguem que me rodeia. 

Onde em algum momento olho ao meu redor e nao vejo, nao sinto, nao ouço algo que reconheça, que faça  o meu coraçao bater mais forte!

Quero ser livre de este eu, deste caminho que percorro e que nao lhe vejo o fim. Quero ser livre, destas pequenas possibilidades que me sobressaltam no caminho e ir em busca de possibilidades melhores e maiores! 

Oxalá eu conseugisse ver com os meus pequenos olhos, onde esta a parte "partida em mim" que nao me deixa ver o mundo da maneira que sempre o vi...

Oxalá eu pudesse ver... e os meus braços serem a minha bussola e me indicassem o caminho de volta ao meu leito.

Pudesse eu ser quem quero, sem dor, mas com sentimento! 

Como agora, estou a tentar escrever algo em concreto e encontro-me em debates constantes sobre o que posso ou nao escrever... porque tudo é tao confuso dentro de mim... que so berrando é que vou conseguir estravazar todo este turbilhao de pensamentos que carrego cá dentro.

É tudo tao difuso, tao confuso, tao misturado... 

As vezes olho para trás e pergunto-me se alguma vez estive " tao bem " como quero estar hoje?... Pergunto-me se por acaso ja estive bem?

Gosta que a minha vida fosse um prado verde, ou entao o som de um piano... Ou simplesmente fosse simples... As vezes olho para o ceu e peço isto!

Mesmo sabendo que nunca na vida iria dar valor a tudo o que tenho, se tivesse uma vida facil! Mas.... Nao precisava de ser tao dificil e cada vez mais!

Estou revoltado? Sim, estou... Com tudo e todos! Sei que podia ser melhor, sei que podia ter parado determinadas coisas no momento certo, mas nao o fiz... e isso nao posso mudar! 

Sei que podia ter definido os meus limites, para que os outros os pudessem ver e sentir! Talvez hoje nao estaria assim... 

Talvez esteja num momento em que nao consigo ver o que vou fazer, e como o vou fazer... Talvez um dia encontre o caminho certo, ou o lugar certo pa viver comigo em plena harmonia!

terça 08 novembro 2011 20:26


A certeza da incerteza....

Não tenho bem a certeza do que se esta a passar na minha vida.
Continuo a viver a favor da minha impotência, dissabores e ilusões... Quando olho em frente, falta-me a coragem de dar um outro passo. É como se eu deixasse de ter vontades e desse lugar a uma constante incerteza de funções.... A rua por onde sigo rege-se apenas pela sobrevivência de mais um membro interior, que não sei bem o nome dele!
Não sei onde estou, nem o que quero fazer, nem mesmo o que serei amanha.
E a minha necessidade de saber é tão grande, que vai daqui até ao meu âmago, que vai daqui até aquilo tudo que um dia desejei e que hoje não sei se desejo mais.... Mas porque é que eu estou mal e tudo o que me rodeia pretende fazer com que me sinta ainda pior?
Sinto-me um autêntico chamariz em plena praça pública a acenar a todos que me passam ao lado. Um autentico espantalho que os corvos vão perdendo o medo ao longo do tempo...

Cada vez entendo menos o ser humano, aquilo que eu dava como garantido, deixou de se garantir... A minha experiencia deixou de fazer qualquer sentido e eu sinto me cada vez mais perdido neste circulo sem saída...

Sinto-me vazio no vazio que trago dentro de mim, e sou uma criança que chora no infinito do meu ser... Por já não saber que rumo devo tomar... Nesta historia de encruzilhadas, que é a minha vida... Dou por mim a imaginar um nada de silêncios e suposições que me entorpecem a alma e o corpo, deixando-me completamente estático, vendo a vida passar por mim...

Com tudo fico assim:
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"Nos limites das palavras jamais encontrarei o que me define"

Bruno Pai

 

segunda 15 novembro 2010 14:53


Cansado


Cansado…

Dos oportunismos

Dos falsos amigos

Dos falsos moralismos

Daqueles que se dizem mas não são,

Dos  que não ficam e que não vão,

Dos olhares de renuncia indiscriminados,

Dos tristes que só procuram quando precisam,

Dos amigos que estão mas é como se não estivessem,

Dos tempos congelados em horas turbulentas,

Das angustias que me queimam,

Das palavras que me perseguem,

Da luz que é intermitente,

Do túnel que ziguezagueia,

Do pútrido da respiração de quem se aproveita,

Do cordeiro sorridente,

Da recente mãe,

Das alterações desmedidas,

Das fúteis suposições,

Da sabedoria comprada na primeira loja da rua,

Do querer saber sem busca,

Da experiencia sentada,

Do caminho rolante,

De todos os que me procuram apenas quando precisam,

Profetizando palavras de amor,

Que não carregam amor,

Apenas necessidade….

 

Paz,

Eu quero,

Paz,

Eu necessito,

Paz,

Eu busco,

Paz,

Eu não compro…

 

Doces olhares me buscam na escuridão da torta rua que percorro… Olhares que me são queridos e olhares que me são completamente despercebidos…

Palavras soltas ouço e melodias completas eu sinto… 

Discernimento,

Eu quero,

Discernimento,

Eu carrego,

Discernimento,

Eu não vejo nos outros….

 

Angustia desmedida em tudo o que ocorre ao meu redor eu consigo cheirar...

É um dar valor sem dar,

É um lutar sem marcar.

É uma guerra sem dor,

Com um céu carregado de cor.

Um mundo redondo, 

E um coração sem fundo.

Que os meus olhos,

Não conseguem enxergar.

É um louco levar,

Sem nada para deixar.

Uma despedida só,

Que jamais carrega dó….

É um escorregar

 Sem escorregar

E  facada que ficou por dar…

 

As vezes olho para traz e não consigo ver o grau de dificuldade em que me encontro….

Nas minhas costas vejo ruínas do que construi e construi… Nos destroços, consigo nitidamente distinguir do que se trata….

 

Tantas coisas construímos,

Tantas outras vemos ruir.

Muitas são as palavras que falamos,

Poucas são as que guardamos.

 

 

Não sei odiar, mas parece que desaprendi a amar….

 

“ Nos limites das palavras, jamais encontrarei aquilo que me define…” by Bruno Pais

 

sexta 05 junho 2009 19:44


Há coisas que nunca mudam

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Há coisas que nunca mudam…

Eu, na minha busca eterna em torno do amor.

Sim, esse sentimento solto que nos apanha despercebidos nas ruas da amargura e nos vira de pernas para o ar… Destruindo tudo o que damos por seguro, que traz consigo todas aquelas correntes d’ar que por ventura nos  traz também os resfriados…. Sim o amor!

Aquele de quem ouvimos falar em todos os contos de fadas, desde pequenos e de que nunca nos esquecemos… Tomando como certo, o amor e uma “cabana”.

É horrível e frustrante aquele primeiro amor que nos destrói por completo… É insuportável esperar que o amor nos atinja de uma forma tão inesperada, insuportável e agoniante…. A espera!

 

É tão bom olhar para mim e ver-me como um ser inconformado, sentir-me “não sentado” numa situação onde definitivamente não tenho de estar sentado…

Recentemente (muito), descobri a mais irónica e arrebatadora verdade da minha vida, pois é… Em determinada altura dou conta que ando em busca de algo, que dou como uma das minhas mais  “ALTAS” prioridades, mas a descoberta não esta ai propriamente… a descoberta esta, tudo aquilo que sempre procurei  foi “Amor”, mas tudo o que sempre fugi foi do “Amor”.

Não soa a estranho?

Não vos parece uma autêntica ironia, que nesta busca ao tesouro, o caçador fuja do “tesouro”…?!

O mais estranho é que não sou o único a passar por isto. Ouço todo o mundo a minha volta a justificar-se com razoes que aparentemente cobrem o “ buraco” do amor….

Não quero mais esta caça as bruxas, não quero ser caçado pelo amor, nem que ele me cace a mim….

Tenho medo e sei que esse medo me consumiu… E que consumiu muitas oportunidades que a vida me tem dado….

O amor não me falta dentro de mim, não…. Falta é amor meu dentro dos outros!

Ai… Quando penso, no quanto somos burros ao deixar que as nossas seguranças se cobram de mentiras, como se tratasse de jóias, para que o amor nos passe ao lado…

É vergonhoso, que alguém como eu, chore o amor. Quando eu o afasto, quando eu o expulso da minha vida como tenho feito de forma tão cega…. Tão absurda!

 

Sofremos todos do mesmo, não do amor que não temos… Mas do MEDO do amor que podemos ter… Daquele que espreite por detrás do Sorriso mais feio que possamos ver…

É verdade, Ele esta lá! Ele pode até estar nas mãos daquele que nos fez sofrer terrivelmente, porque foi imaturo a uma dada altura da vida dele, mas nos temos de o fazer sofrer por isso, e consequentemente sofrer também…

Ele pode estar onde menos esperamos ou até mesmo quando o esperamos e ele não aparece… é triste!

Mas o amor não é nem existe para se entender mas sim para se viver, do mesmo jeito que ele deita abaixo todos os pilares que construímos, das tempestades tropicais que ele traz até á nossa Europa… O AMOR é isso tudo que nos deixa como animais, sem limites… Porque ele é livre…

E os loucos somos nós, que complicamos o simples e tentamos sempre simplificar o complicado…. Perdemos tempo! Onde ele não existe…

E o AMOR investe as vezes que forem necessárias, ate tu ou eu estarmos “abertos” para o recebermos….

E se calhar ai percebemos, que os contos de fadas dos livros também têm destes dramas…

Quando éramos putos preferíamos os filmes… e nos filmes não apareciam os dramas do amor, para alem das cenas com as mas da fita que nada tem a ver com o amor….

Mas não te esqueças que ver um filme, não é o mesmo que ler um livro…. Porque um livro sempre é um livro!

E o amor sempre será o amor….

 

( Volta amor e perdoa-me os meus medos, mas sem eles não sou gente….)

 

 

“ Sempre que amares, lembra-te  que amar é como voar, é ser livre.”

 

 

 

 

 

 

 

terça 07 abril 2009 00:06


A historia... que nao tem fim !


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Tenho notado em mim que desde o dia que o sono me trouxe de mão dada esta saudade perturbadora, que estou diferente. Passos os dias inteiros a espera de algo que nunca chega, algo que se aproxima e que eu sinto tanta falta!

Uma ansiedade tremenda, que força todas a reentrâncias do meu ser. Rasgando todas as paredes altas e fortes que fui criando em torno da minha “ jóia “. E esta jóia que parece responder a todos os chamados desta ansiedade, que parece um gato selvagem rendido as mãos de algo de que sempre fugira… Não sei bem o que.

Rio-me de pensar de quão infantil me sinto, com esta nova sensação, que me deixa obtuso, nos meus pensamentos e na minha forma de clarificar. Não percebo do que me conformo, até porque o conformismo, não me soa muito bem. Dado que me da ideia de que me conformo. Que chegou a hora de dizer o “ Sim”, seja lá o que for, não entendo. Não encaro bem o conformismo, porque me da uma sensação de derrota, de comodismo… É horrível imaginar-me assim… Até porque tive-me sempre em conta como um louco, de casa as costas! Sem nunca estar conformado com nada, a não ser conformado a mudar de ideias a toda a hora!

É um contra censo, não me quero sentir conformado de algo que me esta perturbar, mas ao mesmo tempo conformo-me com o facto de ser um louco. Bem, isto vai longe demais, sempre que tento explicar as minhas intenções para com a minha “jóia”.

Tenho consumido as páginas de livros, como nunca imaginei, com uma sede louca de beber, cada vez mais. Como se trata-se de ser fácil matar esta sede que me persegue. Leio livros, mais livros e continuo a querer ler mais. Parece uma história, jamais folheada de outra forma. Como se fosse apenas necessário alimentar-me através das paginas… De todo! 

Não me preocupa esta sede, mas preocupa-me o que esta sede esta a acordar em mim.

De todas as historias que li, esta de facto esta a ser a mais enriquecedora. Lendas, criaturas, muita fantasia mas uma lição de vida única, que como já disse me esta a acordar algo que não estou a reconhecer. Ou melhor, já conheço, mas tenho medo. Tenho me visto varias vezes fora do corpo, e imagino me não no pássaro que deveria ser, mas sim na gaiola que o prende… Vejo-me literalmente como, uma prisão cheia de celas e estas ocupadas pelos seus prisioneiros… Ou estava cheia deles. Agora, estes andam feitos loucos a passear na minha “gaiola”…. Corro! Tentando devolver a cada cela, o seu ocupante. Sem efeito… Não me conformo, com esta sede louca, que surripia as chaves das minhas celas, desta forma tão injusta!

É quase como se já tivesse a casa toda arrumada e num abrir e fechar de olhos estava tudo em pantanas…. O pior é que a sede quente que nem fogo eterno, derreteu todas estas portas que mantinham a minha “gaiola” arrumada. Foi isto que as historias de que falo, me fizeram. Se me acordaram ou não. Não faço questão de receber a resposta. Sei que tenho um motim dentro da minha gaiola. Que as minhas sobras se juntaram todas e que agora lutam ali por mim. Não me conformo, digo e repito!

Não tenho a certeza se é conformismo que me pedem, ou se trata de algo diferente.

Olhando-me de novo, sem descurar todo este aparato interior. Reparo que tenho aquela saudade enroscada em mim. Não como um gato mas como um cobra, pronta a dar-me aquele “abraço eterno” que todos temem. É ridícula a imagem. Vejo me, com a minha postura severa, olhar carregado, sorriso nos lábios (o contraste de que todos falam) e uma aura a percorrer-me o corpo. Sem falar na cobra, que me aquece naquele abraço terno… 

Foi ai que dei conta que de facto na hora certa a historia que nunca mais acaba, esbarrou em mim, para consumir todas estas fechaduras que me aprisionam o pássaro e tudo o que resta dele, nestas celas frias!

Descubro a guerra eterna e silenciosa que tenho travado dentro dos meus confins, como se não se trata-se de nada. O silencio frio que criei entre “mim “ e “mim”. As atrocidades necessárias que cometi para criar em mim, o ser aparentemente carregado e sorridente. 

A “ Verdade da mentira” disse eu, ou será a “mentira da verdade” parecem ser verdadeiramente opostas. Mas estão lá as suas essências, cravada uma na outra. É precisamente isso, que necessito de fazer. Há tanto para perdoar e tanto para ver ao mesmo tempo. Há tanto para viver e tanto tempo que não me deixei fazê-lo. Partirá de mim no momento certo. Não me culpabilizo. Fi-lo do coração, por mais que soe a controverso.

Tanta mentiras que conta-mos para calar a verdade. Tantas verdades que cuspimos, para matar a mentira. De facto é um ciclo vicioso. As vezes que sem contar, ignora-mos o nosso canto em prol de algo, que de longe parecia muito mais tentador. As vezes que justifica-mos a verdade com a mentira. A quantidade de situações em que usamos a mentira como verdade para nos proteger-mos entre paredes frágeis. E soubéssemos nos o quanto isso no safasta de nos memos, sem nos afastar!

Sei que fui um Bin-landen, comigo mesmo. Mas também sei que sou( porque embora a minha árvore ainda seja grande e sabia) sedento de vida, e o meu ímpeto de juventude leva-me a estes descuidos e não erros.

Acredito assim que a Historia não tem fim … Porque é simplesmente eterna.

É uma luta de que todos nos precisamos, para não enjaular o pássaro em que nos tornamos.

Não me coíbo de cometer “deslizes”, assim como sei que não existe uma “culpa” que me faça sentir pesado. Mas sei que podia ser diferente do que é. É disso que não me conformo, porque percebi que na curta existência podemos ser tudo. Mesmo assim, a resposta para isso não esta onde mais procuramos… 

Sou tão egoísta quanto o meu ser me permite sê-lo, mas amo mais do que os limites físicos.

Porque no amor não pode haver limites, porque amor é precisamente a paisagem sem paredes que gira em torno do “pássaro”.

As vezes precisamos de sair para encontrar e voltamos sempre para repor.

É assim que me encontro…

 

“ Nos limites das palavras, jamais encontrarei aquilo que me define…”

 

terça 17 fevereiro 2009 13:37


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