Cansado…
Dos oportunismos
Dos falsos amigos
Dos falsos moralismos
Daqueles que se dizem mas não são,
Dos que não ficam e que não vão,
Dos olhares de renuncia indiscriminados,
Dos tristes que só procuram quando precisam,
Dos amigos que estão mas é como se não estivessem,
Dos tempos congelados em horas turbulentas,
Das angustias que me queimam,
Das palavras que me perseguem,
Da luz que é intermitente,
Do túnel que ziguezagueia,
Do pútrido da respiração de quem se aproveita,
Do cordeiro sorridente,
Da recente mãe,
Das alterações desmedidas,
Das fúteis suposições,
Da sabedoria comprada na primeira loja da rua,
Do querer saber sem busca,
Da experiencia sentada,
Do caminho rolante,
De todos os que me procuram apenas quando precisam,
Profetizando palavras de amor,
Que não carregam amor,
Apenas necessidade….
Paz,
Eu quero,
Paz,
Eu necessito,
Paz,
Eu busco,
Paz,
Eu não compro…
Doces olhares me buscam na escuridão da torta rua que percorro… Olhares que me são queridos e olhares que me são completamente despercebidos…
Palavras soltas ouço e melodias completas eu sinto…
Discernimento,
Eu quero,
Discernimento,
Eu carrego,
Discernimento,
Eu não vejo nos outros….
Angustia desmedida em tudo o que ocorre ao meu redor eu consigo cheirar...
É um dar valor sem dar,
É um lutar sem marcar.
É uma guerra sem dor,
Com um céu carregado de cor.
Um mundo redondo,
E um coração sem fundo.
Que os meus olhos,
Não conseguem enxergar.
É um louco levar,
Sem nada para deixar.
Uma despedida só,
Que jamais carrega dó….
É um escorregar
Sem escorregar
E facada que ficou por dar…
As vezes olho para traz e não consigo ver o grau de dificuldade em que me encontro….
Nas minhas costas vejo ruínas do que construi e construi… Nos destroços, consigo nitidamente distinguir do que se trata….
Tantas coisas construímos,
Tantas outras vemos ruir.
Muitas são as palavras que falamos,
Poucas são as que guardamos.
Não sei odiar, mas parece que desaprendi a amar….
“ Nos limites das palavras, jamais encontrarei aquilo que me define…” by Bruno Pais

podemos realmente ter desaprendido a amar, mas vale sempre a pena voltar a tentar...
parabéns *